
APONTAMENTO NO MUSEU DE NÁPOLES
Tudo é inimitável:
a cabeça quase em pudor reclinada
sobre o desalento
de um inverno distante,
os cabelos abertos na incerta
direcção dos ombros,
o pescoço igual a um fragmento de coluna
( é sempre tão longo caminho um fragmento),
as mãos incólumes que tornam
misterioso o fogo
José Tolentino de Mendonça ( De igual para igual)
Tudo é inimitável, até esse Inverno distante que não se repete!
ResponderEliminar