
Ninguém se aproxima de ninguém se não for num murmúrio,
entre flores altas:camélias de ar
espancado, as labaredas dos aloés erguidas
de uma carne difícil.
A beleza que devora a visão alimenta-se da desordem.
O espaço brilha dela, sussurra quando passa por uma imagem
tão leve que não suporta o peso
brusco
do sangue-as veias da garganta contra a boca.
Herberto Helder ( Poesia toda)
Há coisas que outros dizem...assim de uma mameira que parece nova:
ResponderEliminar"A beleza que devora a visão alimenta-se da desordem".