Recordamo-nos dos nossos sonhos...
Recordamo-nos dos nossos sonhos: não nos recordamos dos nossos sonos. Apenas duas vezes penetrei nesses fundos atravessados por correntes onde os nossos sonhos não são mais do que embarcações de realidades submersas. No outro dia, bêbado de felicidade como se bêbado de ar no final de uma longa corrida, atirei-me para a cama, como um nadador que se atira de costas, os braços cruzados: mergulhei num mar azul. Encostado ao abismo como uma nadadora que nada com prancha, sustentada pela bóia de oxigénio dos meus pulmões cheios de ar, emergia desse mar grego como uma ilha recém-nascida. (...)
(Marguerite Yourcenar-Fogos)
(Marguerite Yourcenar-Fogos)
Etiquetas: Prazer de ver; sonho





1 Comments:
Raramente recordo os sonhos.
Mas, mesmo assim, invento-os.
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