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quinta-feira, setembro 18, 2008

O açúcar e o cancro


Hoje em dia, o cancro é mais comum no Ocidente, e tem vindo a aumentar desde 1940. Assim sendo temos de analisar o que mudou nos nossos países desde a Segunda Guerra Mundial.
Ao longo do últimos 50 anos, três factores principais perturbaram drasticamente o ambiente em que vivemos:

1- A adição à nossa alimentação de grandes quantidades de açúcar altamente refinado.

2- As alterações nos processos agrícolas e pecuários, e, consequentemente, na nossa alimentação.

3- A exposição a um grande número de produtos químicos que não existiam antes de 1940.

Não se trata de mudanças circunstanciais. Temos todos os motivos para crer que estes três fenómenos têm um papel determinante no alastramento do cancro.Para nos protegermos temos primeiro de tentar compreendê-los.

(....)
Hoje em dia, as sondagens ocidentais sobre nutrição revelam que 56% das calorias que ingerimos provêm de três fontes que não existiam aquando do desenvolvimento dos nossos genes:

- açúcares refinados (açucar de cana e beterraba, xarope de milho, frutose, etc.)
- farinha refinada ( pão branco, massas brancas, arroz branco)
- óleos vegetais (feijão de soja, girassol,milho e gorduras trans)

Estas três fontes não contêm quaisquer minerais, proteínas, vitaminas ou ácidos gordos ómega 3 necessários ao funcionamento do nosso corpo. Por outro lado, alimentam directamente o desenvolvimento do nosso cancro.

O cancro alimenta-se de açúcar

O consumo de açúcar refinado subiu em flecha. Enquanto os nossos genes se desenvolveram num meio em que uma pessoa consumia, no máximo 2 Kg de mel por ano, o consumo humano de açúcar aumentou para 5 Kg por ano em 1830, e para uns chocantes 70 Kg por ano em finais do século XX.

O biólogo alemão Otto Heinrich Warburg recebeu o Prémio Nobel da Medicina pela sua descoberta de que o metabolismo dos tumores malignos estava, em grande medida, dependente
do consumo de glucose .( A glucose é a forma de açúcar digerido no organismo). Aliás, a PET(tomografia por emissão de positrões) geralmente usada para detectar o cancro simplesmente analisa as áreas do corpo que consomem mais glucose. Se uma área em particular se destacar por consumir demasiado açúcar, é muito provável que a causa seja o cancro.
(...)
Há boas razões para crer que o aumento do consumo de açúcar contribui para a epidemia do cancro, já que está associado a uma explosão de insulina e IGF no nosso organismo. Foram utilizados ratos inoculados com células de cancro da mama, para comparar o efeito no desenvolvimento dos tumores de diferentes alimentos com diversos níveis de açúcar no sangue. Após dois meses e meio, dois terços(16) dos 24 ratos cujo nível glicémico tinha picos frequentes haviam morrido, por oposição a apenas uns dos 20 ao qual foi dada uma laimentação com baixo indíce glicémico. É claro que esta experiência nunca poderia ser realizada em seres humanos.mas um estudo que compara a população asiática e a ocidental sugere o mesmo. Aqueles que fazem uma alimentação asiática, baixa em açúcar, tendem a ter cinco a dez vezes menos cancros de origem hormonal do que aqueles cuja alimentação é rica em açúcar e produtos refinados, como é típico da maior parte dos países industrializados.(cont.)

(David Servan- Schreiber-Anti-cancro)




2 comentários:

  1. Desconhecia. Obrigada.Aliás ,qualquer tipo de ingestão em excesso, tem sempre, a longo prazo, efeitos nefastos.
    Bj.

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