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quarta-feira, dezembro 19, 2007

156 anos depois - TURNER






Tenho para com Turner uma pequena grande dívida.
Ao escolher como nome do meu blog "Aguarelas de Turner" fui roubar ao génio da sua obra um pouco de luz, um pouco de emoção, um pouco de liberdade, um pouco de afecto, um pouco de solidão, um pouco de poesia, um pouco de mar, um pouco de cor, um pouco de amor pela natureza e pela vida…
A sua obra sempre me tocara de forma particular. Lembro a emoção que senti com a visita à Tate e a descoberta das imensas telas onde nos vemos em relação com uma natureza bela e quantas vezes aterradora, onde infinitamente pequeno e infinitamente grande parecem tocar-se .http://www.tate.org.uk/britain/turner/
Contudo, a visita à exposição das suas Aguarelas em 2003( Fundação Juan March em Madrid) provocou em mim um fortíssimo impacto pela descoberta que pude fazer da modernidade, do grau de abstracção, da criação de um "território" deixado prepositadamente "em aberto" a quem o vê e o "lê". Revi várias vezes na Gulbenkian esta mesma exposição e, sempre, com o mesmo entusiasmo e vontade de descobrir.
Não poderia assim deixar de me lembrar de W. Turner hoje, dia 19 de Dezembro, aniversário da sua morte, data em que só faz sentido comemorar a vida, sonhando contribuir microscopicamen-
te para prolongar aquele rasto de luz que vem atravessando, teimosamente, as gerações seguintes...nunca sabendo nós até quando...

Esta foi apenas uma nota impressionista que quiz aqui deixar, prometendo trazer, num destes dias, alguns aspectos da sua vida e da sua obra.

5 comentários:

  1. Os impressionistas sempre foram dos meus pintores favoritos.
    Conhecia Turner, mas aprendi mais sobre ele no teu blog. É serenamente contagiante.

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  2. Turner sempre. O génio da água e do toque subtil, do traço que apenas o olhar completa. Espero, em breve, ir revê-lo na sua casa na Tate onde o descobri há muitos anos.

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  3. comemoremos, então, a vida em cada milímetro das impressões que ela nos proporciona.

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  4. William Turner transmite-me o reflexo anímico de uma vivência.
    Belo demais.
    Bj.

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  5. O impacto das imensas (tamanho e beleza) telas de Turner é perfeitamente arrasador... Estou contigo neste sentimento de comemorar a vida, mais do que lembrar a morte do Mestre... Aguardo com interesse o teu trabalho.
    Beijo natalício.
    António

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