O bote (simples barco)
O bote
Não passa de um bote na margem do rio,
pachorrento e sereno,
sem ambições de ser navio
mas também sem traumas de ser pequeno.
E, no entanto, preso e abandonado,
decerto à espera de nos ver voltar,
parece ter mais calado
que algum paquete no alto mar.
Ou não estivesse ancorado
à poesia do lugar.
(Torquato da Luz) http://oficiodiario.blogspot.com/
Não passa de um bote na margem do rio,
pachorrento e sereno,
sem ambições de ser navio
mas também sem traumas de ser pequeno.
E, no entanto, preso e abandonado,
decerto à espera de nos ver voltar,
parece ter mais calado
que algum paquete no alto mar.
Ou não estivesse ancorado
à poesia do lugar.
(Torquato da Luz) http://oficiodiario.blogspot.com/
Etiquetas: encontro; reconhecimento;reflexos do olhar






3 Comments:
A beleza das coisas simples. Um agradecimento público à generosidade
de Torcato da Luz.
Nada tem a agradecer-me, cara Addiragram. Limitei-me a responder, com muito gosto, ao desafio que me fez.
Conheço o Torquato da Luz(como jornalista e como poeta) desde os velhos tempos do Diário de Lisboa.
Visito, com frequência o seu blog porque gosto bastante da sua poesia.
E aqui, pelos vistos, respondeu, com a qualidade do costume a um desafio que le colocaste.
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