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domingo, março 12, 2006

UM DOMINGO COM LUIS MIGUEL NAVA



Sem outro intuito

Atirávamos pedras

à água para o silêncio vir à tona.

O mundo, que os sentidos tonificam,

surgia-nos então todo enterrado

na nossa própria carne, envolto

por vezes em ferozes transparências

que as pedras acirravam

sem outro intuito além do de extraírem

às águas o silêncio que as unia.

Luis Miguel Nava

4 comentários:

  1. Todo o silêncio que pudermos retirar a quem gostamos é um tónico para quem ouve e para quem fala.

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  2. O silêncio, esse lugar que tão longe nos leva...

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  3. ora aqui está um domingo em boa companhia

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  4. ... e as pedras reflectiam o entusiasmo das mãos que as lançavam porque o domingo foi de mudança e sol começou a aquecer o ânimo, depois da estação despida.

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