Google+ Followers

quinta-feira, julho 31, 2008

"TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha XVIII

(Aguarelas de Turner)

" O Tempo nos parques", centrado no encantador parque das Caldas da Rainha encerra-se hoje. Foi a minha maneira de partilhar convosco um lugar que apetece sempre visitar; foi também, de forma não pensada, um simples agradecimento a um lugar que tão bem me tem recebido. Daqui parto para outras "águas", donde espero enviar ou trazer imagens...logo se vê. Sempre ao sabor do que apetecer, mesmo em tempo de outras pescarias...

terça-feira, julho 29, 2008

"TEMPO DOS PARQUES"-Caldas da Rainha XVII

(Aguarelas de Turner)

Os jardins são vividos por cada um de nós , tal como a vida, com o olhar próprio. Há quem queira descobrir permanentemente , há quem se ausente no seu mundo interior, há quem olhe tudo de uma forma inquieta, há quem durma embalado por uma réstia de sol...

"TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha XVI

(Aguarelas de Turner)

Este parque está habitado por uma grande variedade de espécies que se misturam, se entrelaçam, se "fundem", formando uma mancha policromada que nos deixa completamente maravilhados. A pujança dos seus troncos e copas anunciam
árvores centenárias. Sabendo este lugar como muito antigo e desde sempre dedicado ao passeio dos doentes do hospital,mais tarde reestruturado pelo Marquês de Pombal em forma de jardim Barroco, e, redesenhado por Rodrigo Bercó no séc. XIX , pergunto-me qual destas árvores nos poderia narrar os os sinais mais remotos dos primórdios deste jardim. Uma questão só certamente os botânicos me saberão responder... mas que não deixa de habitar a minha curiosidade e o meu amor pela história dos lugares.


segunda-feira, julho 28, 2008

"TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha XV

(Aguarelas de Turner)

Navegamos pelas memórias da infância neste" tempo nos parques". Quem não se recorda de ser ainda demasiado pequeno para conseguir, sozinho, beber água do bebedouro? Quem não se lembra de ter de subir ao degrau de pedra
para conseguir, finalmente, tocar na água? Quem não consegue evocar a sensação de ficar todo molhado, antes de aprender a beber como deve de ser? Finalmente, quem, quando já dominava um pouco melhor este prodígio, não lhe apetecia pregar uma partidita aos irmãos ou amigos, fazendo pressão com o dedo de modo ao jacto de água sair com toda a sua força?
Agora, sempre que encontro um destes bebedouros vou sempre lá beber, nem que seja, só para recordar.

domingo, julho 27, 2008

"CINEMA AO AR LIVRE"- Jules et Jim- François Trufaut




Jeanne Moreau- Le Tourbillon de la Vie

sábado, julho 26, 2008

"TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha XIV

(Aguarelas de Turner)

O tempo da infância pode ser um verdadeiro tempo de magia. Ela reside nessa possibilidade única de se Ser na liberdade do corpo e do espírito, como se o futuro comportasse todas as possibilidades, todos os caminhos...

sexta-feira, julho 25, 2008

"TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha XIII

(Aguarelas de Turner) Flores do Parque

Porquê as flores, sempre as flores? Elas são infinitas na sua diversidade, tal como as nossas emoções. Olho esta hoje e não a outra porquê? Os pragmáticos dirão que foi aquela (e não outra) que se me atravessou no caminho. Os sonhadores afirmarão, talvez, que em todas elas eu reencontro o Belo. E eu? Que penso? Cada uma delas tem uma escrita. Elas escrevem, por mim, "as palavras" que ainda não tracei. Quando as olho, quando me deixo encantar pelos tons, pelas formas, pela simplicidade... quando disparo a minha maquineta e espero que a luz que sobre elas incidiu possa, mesmo, ficar a pairar à superfície...

quinta-feira, julho 24, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha XII

(Aguarelas de Turner) Pavilhões do parque

quarta-feira, julho 23, 2008

" TEMPO DOS PARQUES"-Caldas da Rainha XI

(Aguarelas de Turner)

O preto e branco é, para mim, a fotografia por excelência. Por isso escolhi esta imagem como homenagem ao arrojo de Rodrigo Berquó que, no seu tempo, travou uma dura luta para introduzir novos conceitos de termalismo, procurando colocar esta estância ao nível das mais evoluídas da Europa. Estes famosos pavilhões, inspirados nas construções nórdicas foram construídos para prolongar as instalações do hospital termal. Ficaram por concluir com a morte de Rodrigo Berquó, nunca tendo cumprido a finalidade para que foram sonhados.São, contudo, parte integrante do parque espelhando a sua imagem no lago adjacente. Vale a pena conhecer a história do espírito empreendedor de Rodrigo Berquó e os obstáculos que encontrou na sociedade caldense.


segunda-feira, julho 21, 2008

"TEMPO DOS PARQUES"- Caldas da Rainha X

(Aguarelas de Turner) Parque D.Carlos I

O menino descobriu o menino. Eram os dois quase do mesmo tamanho...Mexeu nele, abanou-o, perguntou-lhe se não queria largar por momentos o seu amigo bambi e correr com ele pelo jardim fora, experimentando todos os baloiços, quebrando as amarras que o escultor lhes impusera. O menino quis, ainda, tentar sentir a ternura e o calor que unira aqueles dois, mas eles, sempre juntos e inseparáveis, assim continuaram protegidos contra todas as agruras e intempéries que o tempo haveria de trazer. Um dia, quem sabe, talvez os volte a procurar, só para lhes segredar ao ouvido, que esse era mesmo um dos bens mais valiosos que aqueles dois sabiam todos os dias, ali, perpetuar.

" O TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha IX

(Aguarelas de Turner)

Uma pequena ponte é indispensável em qualquer parque romântico. Aqui está ela. Apetece atravessá-la, mesmo sem qualquer necessidade. É mais o encantamento de percorrer o parque em todos os seus recantos, procurando usufruir os seus diferentes ângulos. Vem-me, de novo, à lembrança a infância e o prazer de fazer certas coisas pela primeira vez...como se fôssemos gente crescida...

domingo, julho 20, 2008

"CINEMA AO AR LIVRE"- 8 Mulheres-François Ozon













Vejam , saboreiem, divirtam-se e...pensem...

sábado, julho 19, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha VIII

(Aguarelas de Turner) Parque D. Carlos I
Gostava de conseguir usar a câmara como quem escreve um poema, conseguir trazer à luz essa "dança" que nasce do encontro entre um olhar "interior" e as emoções que pedem formas que as materializem. É por isso que eu penso que o fotografar é, inevitavelmente um trabalho solitário de descoberta e de procura.

sexta-feira, julho 18, 2008

"O TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha VII

(Aguarelas de Turner)

Nelas procuro a sombra e a frescura, deixando-me cativar também pela luz coada que as atravessa, pelas formas sempre sempre diferentes que se esculpem nos meus olhos. Adoro olhá-las, fotografá-las, descobrir-lhes a diversidade de texturas.Também brinquei na sua companhia desde sempre. Aqui, neste belo parque, convivemos com uma variedade de espécies que se entrelaçam formando como que uma ampla protecção que nos acolhe. E já são bem, bem antigas estas árvores amigas...

quarta-feira, julho 16, 2008

"O TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha VI

(Aguarelas de Turner) Flores do parque

terça-feira, julho 15, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha V

(Aguarelas de Turner)
Na cidade onde vivo um grande parque acompanhou-me desde pequena. Nele jogávamos às escondidas, aos polícias e ladrões, à "mamã dá licença"...quantos passos? ; nele passeámos com os nossos pais aos fins de semana, nele aprendemos a dar as nossas primeiras remadelas no seu lago artificial, nele patinámos, nele conversámos com os nossos amigos, nele namoriscámos e namorámos, e nele, também, estudámos. Como eu adorava andar nuns barquinhos iguais a estes que, em dias especiais, o nosso pai nos presenteava. Uma meia-hora de passeio já não era nada mau...Em dias de festa lá se alugava uma hora. E era mesmo bom porque era carregado de emoções. Nunca se sabia se conseguiríamos remá-lo a preceito sem embater nas margens, conseguindo passar lado a lado com outro barco por debaixo da ponte, se as nossas remadelas desajeitadas não produziriam uma "ondulação"capaz de molhar um de nós, se...um dia, o bote não se viraria...E assim corriam as manhãs de alguns sábados ou domingos da nossa infância na alegre e estimulante companhia do nosso pai, onde também não faltava o "retrato" para assinalar o momento.

segunda-feira, julho 14, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha IV

(Aguarelas de Turner) Coreto (Parque D.Carlos I)

Tenho uma ternura especial pelos coretos dos jardins. A sua diversidade é encantadora. Cada exemplar tem uma beleza única. A sua construção parece remontar à época em que o contacto com a música era feito de uma forma directa, antes do aparecimento da rádio, sec. XIX, portanto. Das memórias de infância lembro noites de Verão em férias onde a filarmónica local dava, em dias especiais, os seus concertos...Todos nos aglomerávamos à volta do coreto apreciando o folgo empenhado e apaixonado da banda que deixava o ar impregnado de sons. Ao outro dia, nas nossas brincadeiras, adorávamos subir ao coreto, imaginando-nos no palco fazendo as nossas "representações" ora, músicos de banda, ora mimando teatrinhos e declamações...E depois, era o imenso prazer de nos sonharmos crescidos... Mais tarde, com os filhos também brincámos muitas vezes à subida aos coretos...É por isso muito triste, encontrá-los, por vezes, degradados e abandonados. Eles fazem parte do nosso património. Este, o do parque D.Carlos I estava ali, em todo o seu esplendor.

domingo, julho 13, 2008

CINEMA AO AR LIVRE- "Tempos Modernos"-Charles Chaplin





Re-vejam ou vejam...como quizerem, mas não percam!

sábado, julho 12, 2008

"O TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha III

(Aguarelas de Turner) à volta do coreto-hortênsias

sexta-feira, julho 11, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"- Caldas da Rainha-II

(Aguarelas de Turner) rodeando o coreto ( Parque D.Carlos I)

O belo coreto que nos recebe à entrada insere-se numa ampla zona circular, sombreada, onde apetece ficar por longos momentos. Contudo, como a segurança do parque não parece estar verdadeiramente assegurada, o sonho não passa de um sonho...Era preciso sair dali .Em vez de namorados era de consumo de droga que se tratava. Não deixei de trazer à lembrança o meu velho Brassens com os seus "amoreux des bancs publiques":Quand les mois auront passé/Quand seront apaisés/Leurs beaux rêves flambants/Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds/Ils s'apercevront émus/Qu' c'est au hasard des rues/Sur un d'ces fameux bancs/Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour... Uma dupla nota nostálgica, esta...

quinta-feira, julho 10, 2008

O bote (simples barco)

Addiragram
O bote

Não passa de um bote na margem do rio,
pachorrento e sereno,
sem ambições de ser navio
mas também sem traumas de ser pequeno.
E, no entanto, preso e abandonado,
decerto à espera de nos ver voltar,
parece ter mais calado
que algum paquete no alto mar.
Ou não estivesse ancorado
à poesia do lugar.

(Torquato da Luz) http://oficiodiario.blogspot.com/

quarta-feira, julho 09, 2008

" O TEMPO NOS PARQUES"-Caldas da Rainha

(Aguarelas de Turner) Coreto -pormenor

O parque D.Carlos I nas Caldas da Rainha é um lugar particularmente aprazível. Nele se juntam poderosas árvores que nos refrescam, espaços amplos onde apetece deambular, esculturas que se distribuem harmoniosamente por diferentes recantos, lagos artificiais onde nos podemos passear de barquinho, jardim infantil cuidado e alegre, sem esquecer o indispensável coreto os belos bancos de jardim vermelhos...e muitas coisas mais ...Vou levar-vos até lá enquanto as férias não chegam.Se passarem por lá não esqueçam,é claro, o Museu José Malhoa

terça-feira, julho 08, 2008

Um pássaro e uma árvore dizem-lhe Amigo

(Chagall)

Amor significa aprenderes a olhar para ti próprio,
Da mesma maneira que olhamos para coisas distantes,
Para ti és apenas uma coisa entre muitas.
E aquele que assim vê, cura o seu coração,
Sem o saber, de vários males-
Um pássaro e uma árvore dizem-lhe Amigo.

Depois ele quer usar-se e às coisas,
De modo que permaneçam no brilho da maturidade.
Não importa se ele sabe o que serve:
Aquele que serve melhor nem sempre compreende.

(Czeslaw Milosz- Qual é a minha ou a Tua Língua- Cem poemas de outras línguas-Org. de Jorge Sousa Braga)

segunda-feira, julho 07, 2008

O poema conta como tudo é feito...menos ele próprio


Génese

Todo o poema começa de manhã, com o sol. Mesmo
que o sol não esteja à vista (isto é, céu de chuva)
o poema é o que explica tudo, o que dá luz
à terra, ao céu, e com nuvens à mistura- a luz incomoda,
quando excessiva. Depois, o poema sobe
com as névoas que o dia arrasta; mete-se pelas copas das
árvores, canta com os pássaros, e corre com os ribeiros
que vêm não se sabe de onde e vão para onde
não se sabe. O poema conta como tudo é feito:
menos ele próprio, que começa por um acaso cinzento,
como esta manhã, e acaba também por acaso,
com o sol a querer romper.

(Nuno Júdice- Poemas em voz alta)

domingo, julho 06, 2008

CINEMA AO AR LIVRE- "O meu tio"-Jacques Tati




Uma brilhante caricatura do consumismo dos tempos "modernos" num filme de 1958. Tati era um génio!

sábado, julho 05, 2008

ELA (Rosa Passos) valeu a pena!




Rosa, que cresceu em Salvador da Baía, recorda como marco à sua sensibilização pela Bossa Nova "Black Orpheus" que aqui também se evoca.
O concerto que pude ouvir constituiu uma dupla homenagem aos 50 anos da Bossa Nova e a Elis Regina.




Hoje, a sua música combina a Bossa Nova com os ritmos dissonantes do Jazz conseguindo uma harmonia inteligente e enternecedora. A sua voz percorre uma paleta de sonoridades, das mais suaves e sensuais às mais potentes. Uma encantadora surpresa! Falta só acrescentar que Rosa Passos foi me dada a conhecer pelo meu mano que também, do outro lado lado do mar, se encontra sempre próximo das suas origens- " A minha pátria é a língua portuguesa". Para ti, daqui, um grande beijinho.

sexta-feira, julho 04, 2008

Os Murais de Filadélfia

Cavin Jones

Although he also shows work at Philadelphia's prestigious Seraphin Gallery, Jones has "always believed that art should be in people's lives.... Murals give me an opportunity to do this."

http://www.muralarts.org/

Iniciativa com mais de vinte anos, criada no sentido de erradicar os graffitis destrutivos, tendo a artista mural Jane Golden um papel fundamental na criação deste projecto. O objectivo foi o de redireccionar as energias dos produtores de graffitis para a produção de murais. A cidade de Filadélfia reconheceu a importância deste programa, que já produziu mais de 2700 murais e entretanto esta organização estabeleceu-se com uma organização sem fins lucrativos. Vejam com atenção o site e a Beleza deste magnífico programa. Porque não copiarmos?

(post inspirado num post recente do blogger "Peciscas")


quinta-feira, julho 03, 2008

terça-feira, julho 01, 2008

A Criação (entardecer em tons de rosa)

Addiragram
A Criação
(Entardecer em tons de rosa)

No chão jazem os pincéis. Escorre-lhes, por entre as sedas, a tinta rosada. Descansam, após o imperioso labor de matizar o céu, que se despede do dia assim luminoso. Quis o artista dar-lhe o hino da cor, e na busca do tom, achou-se entre o rosa salmão e o ouro translúcido. Misturou-os no secreto anseio de obter a cor perfeita. E conseguiu-o. Ágil no manusear do pincel, preciso no contorno subtil da paisagem, o artista, encheu a tela de sublimidade. Captou a raiz da luz banhada no riso da cor.
Retrocede e olha. Olha o tecto da sua paisagem. Necessita de mais cor na orla do monte, depois um esbater, esfumando-se levemente, como se a alma se dissipasse no correr do espaço.
Montes redondos de anos enchem o perfil, reflectem a vida. Há que os vestir de arvoredo, mas com nitidez, porque a perspectiva desvanece-os. O verde é escuro tal como o suspiro das folhas na penumbra da frescura. Parece-se ouvir o adejar em sussurro. Subtil veste-as de escuro para a noite que se aproxima. O preto seculariza-as para o futuro. O rosa-oiro começa a cobrir-se de névoa, lágrimas do dia que se recolhe.
No vale a vida ainda vibra. A vegetação mexe e remexe-se no ar, na dança do vento. A arte consiste em captar-lhe o tom exacto. A profusão de verdes multiplica-se de acordo com a distância e a idade. A terra-mãe, mulher fecunda de húmus gera-lhes a robustez nos troncos que se abrem em ramos trajados de folhas tenras, brilhantes e frescas de cor. Uma encosta ao canto escura de profusa, ergue-se altaneira no desenho da tela. Campanário de melodias em policromia de copas redondas e abrigadas. Uma clareira mais acima abre o tom e espreita o céu que entardece. Rumoreja a tela. Sente-se adornada como se fora noiva em altar de madrigal.
O artista poisa o pincel mais fino, aquele do retoque, o da arte final e inclinando-se sobre a natureza que defronte dos seus olhos vibra, dá-lhe um longo, dolente e anímico sopro. A patina da vida que carecia.

Mateso http://artmus.blogspot.com/



Rosa Passos - 6 ª feira no C.C.B.




Concerto a solo- Madrid, 2005