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sexta-feira, abril 27, 2007

E no entanto procuro...

(Aivazovsky)

Décimo Poema do Pescador

Nem sempre o robalo vem
nem sempre ele traz aquele inexplicável e fundo
mistério de pulsar como o coração de alguém
ou talvez como o próprio coração do mundo.

Nem sempre me toca a graça e nem sempre está
o vento de feição. E no entanto procuro
incansavelmente procuro o não sei quê que já
muitas vezes me trouxe o coração no escuro.

Não há senão esse buscar. Esse incessante
navegar pelo sonho essa viagem
de Ulisses sem regresso. Como alma errante
não mais um viajante de passagem.

( Manuel Alegre- Senhora das Tempestades)

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