Turner na liberdade das suas aguarelas dá-nos a emoção do olhar e do sentir em estado puro.Este espaço propõe-se convocar, pela voz dos que sabem, múltiplos instantes de vida: luz e sombra; esquecimento e memória; vida e morte...
"Seja qual fôr o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim"
S. Freud
domingo, julho 12, 2009
De Sábado para Domingo um filme- E la nave va- Fellini
Quem se lembra desta genial passagem?
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quinta-feira, julho 09, 2009
"Memórias da minha praia" (mote da Revista Visão)
Tenho, como quase toda a gente, um carinho especial pela praia da infância e adolescência. Foi nesse espaço e nesse lugar que as coisas mais importantes aconteceram. As coisas mais importantes são, como é óbvio, aquelas que se inscrevem na minha memória, como se o sílex as tivesse desenhado. Não consigo evocar Sesimbra sem que associado a este nome, rostos, imagens, sorrisos, sonhos, angústias me apareçam ligadas a uma variedade de lugares e de recantos. Embora, actualmente, pouco visite Sesimbra, coloco-a, afectivamente, quase no mesmo plano da cidade em que vivo. É de tal maneira assim que não tendo nunca tomado qualquer iniciativa para ter um qualquer ponto de apoio por aquelas paragens, não deixei de sonhar vir a ter por ali um cantinho qualquer. Muito provavelmente tal nunca acontecerá, o que não me impede de voltar a Sesimbra sempre que preciso de encontrar um recanto, sempre que me apetece recordar as coisas boas de menina, as coisas aventurosas e entusiasmantes dos anos da juventude, e os primeiros grandes desgostos também. Tudo o que se recorda é verdadeiramente a nossa história.
Olhem bem, porque me descobrem, de certeza, sentada ali na Esplanada do Café Central.
Olhem bem, porque me descobrem, de certeza, sentada ali na Esplanada do Café Central.
Uma palavra de ternura para um blog, que visito de tempos a tempos, e donde "pesquei" este postal antigo. Sesimbra, dá-nos uma visão da Sezimbra antiga e da moderna Sesimbra, viva, e capaz de preservar as coisas bonitas que tem.
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Fotógrafos de Sempre-Manuel Alvarez Bravo
Manuel Alvarez Bravo, fotógrafo mexicano, oriundo de uma família de escritores e artistas começou por estudar pintura e música. O contacto com a fotografia fez-se por via do seu avô, do seu pai, ambos ligados à fotografia de uma primeira máquina que lhe foi oferecida pelos 21 anos, iniciando os seus primeiros ensaios, fortemente influenciado pelo surrealismo. Diego Rivera teve um papel importante no incentivo ao seu trabalho. A cultura indígena mexicana marcou profundamente a sua obra. Vale a pena percorrer a variedade e riqueza da sua obra, procurando assim navegar pelo íntimo deste extraordinário artista do sec. XX. http://www.moma.org/interactives/exhibitions/1997/alvarezbravo/photos.html .
Com uma longa vida, morreu aos 100 anos, deixou nos seus trabalhos o retrato real do povo mexicano. Recordem-no ou descubram-no na sua imensa diversidade.
http://www.bregler-fotografien.de/archive/index.php?name=Manuel_Alvarez_Bravo
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quarta-feira, julho 08, 2009
com eles aprendeste a navegação dos oceanos gelados...
(Redon)Da verdade do amor
Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito
pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores e os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados
não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor
(José Tolentino Mendonça)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
terça-feira, julho 07, 2009
À existência limpa e simples habitua-te...

Não descures a saúde de teu corpo
mas comedidamente dá-lhe de
beber, comer e exercício.
Chamo comesura o que
jamais te possa incomodar.
À existência limpa e simples
habitua-te e proíbe-te
tudo o que a inveja atraia.
(Pitágoras- sec. VI A.C.)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
segunda-feira, julho 06, 2009
Daqui não é longe...
Sempre difícil, encontrarmo-nos, difícil, sempre, separarmo-nos.
E murcha cada flor no vento que declina.
Terminado que é o fio, morre na Primavera o bicho-da-seda.
A vela seca as lágrimas- quando já é só cinza.
De madrugada, o espelho faz-me triste, mudados nele os meus cabelos.
A voz que canta na noite, acorda o frio sentido do luar.
Daqui não é longe...daqui à Ilha dos Imortais,
Pássaro azul, depressa, gostava de lhe dar uma espreitadela.
(Li Shangyin-813-858)
E murcha cada flor no vento que declina.
Terminado que é o fio, morre na Primavera o bicho-da-seda.
A vela seca as lágrimas- quando já é só cinza.
De madrugada, o espelho faz-me triste, mudados nele os meus cabelos.
A voz que canta na noite, acorda o frio sentido do luar.
Daqui não é longe...daqui à Ilha dos Imortais,
Pássaro azul, depressa, gostava de lhe dar uma espreitadela.
(Li Shangyin-813-858)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
domingo, julho 05, 2009
De Sábado para Domingo un filme- Annie Hall
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
sexta-feira, julho 03, 2009
Uma borboleta acordou a manhã...

A Borboleta no Úcua
( para o mário b.coelho)
uma borboleta acordou a manhã
e a manhã ficou lilás.
a manhã contaminou o imbondeiro de lilás
e o imbondeiro quiz ser uma borboleta.
só as raízes do imbondeiro não aceitaram a brincadeira.
as raízes são muito terra-a-terra
-são uma cauda teimosa.
a borboleta fugiu.
a manhã aqueceu-derretendo o lilás.
e foi então:
o imbondeiro* pôs no mundo
múcuas tristes.
*no úcua, os imbondeiros tristes vertem lágrimas lilases.isto tem o seu quê de borboletismo...
(Ondjaki- Materiais para a confecção de um espanador de tristezas)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quarta-feira, julho 01, 2009
Fotógrafos de sempre- Eduardo Gageiro
Esta minha publicação dos fotógrafos e das fotografias tem como único guião o meu sentir Não quiz adiar a publicação de um fotógrafo português, o brilhante fotojornalista Eduardo Gageiro. Sabemos todos que uma das marcas da sua fotografia tem sido a procura, através da reportagem, de uma linguagem fotográfica que procurou ir contra o convencionalismo da fotografia bonitinha. As fotografias de Gageiro levam-nos a mergulhar na vida das pessoas comuns, nos ambientes das periferias, nos grandes acontecimentos que marcaram a história do nosso país. Olhar as fotografias de Gageiro é também descobrir o mistério e a ternura que se esconde atrás da sua lente.
http://www.spautores.pt/revista.aspx?idContent=679&idCat=169
http://www.spautores.pt/revista.aspx?idContent=679&idCat=169
http://mediaserver.rr.pt/RR/Flashs/25abril_final/gageiro/index.html
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Recordamo-nos dos nossos sonhos...
Recordamo-nos dos nossos sonhos: não nos recordamos dos nossos sonos. Apenas duas vezes penetrei nesses fundos atravessados por correntes onde os nossos sonhos não são mais do que embarcações de realidades submersas. No outro dia, bêbado de felicidade como se bêbado de ar no final de uma longa corrida, atirei-me para a cama, como um nadador que se atira de costas, os braços cruzados: mergulhei num mar azul. Encostado ao abismo como uma nadadora que nada com prancha, sustentada pela bóia de oxigénio dos meus pulmões cheios de ar, emergia desse mar grego como uma ilha recém-nascida. (...)
(Marguerite Yourcenar-Fogos)
(Marguerite Yourcenar-Fogos)
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