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segunda-feira, abril 12, 2010

Quando sinto a fugaz beleza de alguma hora...

   
                                       (Aguarelas de Turner) quarto de John Keats em Roma                      
Soneto
Quando fico a pensar poder deixar de ser
antes que a minha pena haja tudo traçado,
antes que em algum livro ainda possa colher
dos grãos que semeei o fruto sazonado;
quando vejo na noite os astros a brilhar
- vasto e obscuro Universo, impenetrável mundo! -
quando penso que nunca hei de poder traçar
sua imagem com arte e em sentido profundo;
quando sinto a fugaz beleza de alguma hora
que não verei jamais – como doce miragem –
turva-se a minha mente, e a alma em silêncio chora
um impulsivo amor. E a sós, me sinto à margem
do imenso mundo, e anseio imergir a alma em nada
até que a glória e o amor me dêem a hora sonhada!

2 comentários:

  1. Sempre gostei da poesia do John Keats.E anda maos, se possível, de
    ver o filme Estrela Cintilante...
    Ov«brigada por ter enviado este post.

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  2. O Filme, não tive oportunidade de o ver.Vou procurá-lo! Obrigada!

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