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domingo, fevereiro 21, 2010

MADEIRA, AJUDAR E REFLECTIR

                                      (Aguarelas de Turner-Madeira 2003)

                                         (Aguarelas de Turner-Curral das Freiras-2003)


                                                   (Aguarelas de Turner- 2003)      
            Impossível não nos sentirmos esmagados quando nos confrontamos com a fúria dos elementos. Eles mostram-nos, de uma forma dramática, a sua poderosa energia destruidora face à nossa imensa fragilidade.
 Visitei a Madeira, a última vez em 2003. Tive a oportunidade de a percorrer em todas as direcções, tendo guardado como melhores recordações as paisagens naturais. Foi aí que eu gostei de estar, foi aí que me senti bem. A cidade do Funchal impressionou-me, negativamente, pela sobrecarga de empreendimentos turísticos, pela ocupação do espaço, quase claustrofóbica. Hoje, face ao momento dramático que a Madeira atravessa, senti necessidade de rever as fotografias que então tirei. Descobri que muito poucas coisas do Funchal fotografara. A Madeira para mim tinha sido, como já fora no passado, a ilha em toda a sua pujança, a ilha das montanhas, das quebradas, da floresta de laurissilva, do planalto do Fanal, do Pico do Areeiro, de Machico, Porto Moniz, Ribeira Brava...
Agora que todo este drama nos aconteceu é, antes de mais, hora de sermos solidários com todos os que sofrem as perdas humanas, os que perdem os seus bens e todos os seus cantos repletos de memórias. Todavia, a vida daqui para a frente não se poderá fazer sem se reverter completamente a forma de olhar os lugares em que habitamos. Eles, antes de tudo, tem características que terão de ser respeitadas. A grande tragédia da "civilização", tem sido a arrogância humana que usa a Natureza e a malbarata, deixando de saber ouvir o seu pulsar. Muito teríamos a aprender com as civilizações ditas "primitivas" que sabem olhar o Homem numa relação de consonância com o meio que o envolve.

3 comentários:

  1. Subscrevo inteiramente, minha amiga.

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  2. Um texto que humanamente põe a nu as causas do desastre, sem esquecer a solidariedade.

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