(Aguarelas de Turner)
Cobra
E então vinha a baforada do estio como se abrissem uma porta
defronte do ar exaltado. Também se enredava o outono
nos pulmões das casas. E guardavam-se lentas estrelas
nas arcas, a roupa onde
o brilho se dobra. O inverno fazia
um remoinho nas câmaras, seus buracos expulsavam a espuma
para as ininterruptas paisagens
cinematográficas.
Um dia era redonda a primavera
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(Herberto Helder)

Turner na liberdade das suas aguarelas dá-nos a emoção do olhar e do sentir em estado puro.
Este espaço propõe-se convocar, pela voz dos que sabem, múltiplos instantes de vida: luz e sombra; esquecimento e memória; vida e morte...
"Seja qual fôr o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim"
S. Freud
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Um dia era redonda a primavera

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que liiiindo!
ResponderEliminarMais uma foto soberba.
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