Turner na liberdade das suas aguarelas dá-nos a emoção do olhar e do sentir em estado puro.Este espaço propõe-se convocar, pela voz dos que sabem, múltiplos instantes de vida: luz e sombra; esquecimento e memória; vida e morte...
"Seja qual fôr o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim"
S. Freud
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Ouçamos .......Leonard Cohen
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
terça-feira, dezembro 08, 2009
Pequena janela
Addiragram
Nota póstuma:
Houve uma migração acidental de um blog para outro. Esta era uma foto que começara por pensar publicar no "Reflexos do Olhar", tendo acabado por a "pôr na prateleira". Como descobri que me enganei no lugar resolvi deixá-la ficar, olhando-a mais como a foto que não conseguiu ser aquilo que sonhei, mas que busca novas oportunidades de se poder abrir a um novo olhar...
São sobretudo os erros que nos ensinam a querer continuar a procurar.
E depois os lapsos são sempre produtivos para o próprio, já que nos fazem discorrer sobre os caminhos que os traçaram.
Nota póstuma:
Houve uma migração acidental de um blog para outro. Esta era uma foto que começara por pensar publicar no "Reflexos do Olhar", tendo acabado por a "pôr na prateleira". Como descobri que me enganei no lugar resolvi deixá-la ficar, olhando-a mais como a foto que não conseguiu ser aquilo que sonhei, mas que busca novas oportunidades de se poder abrir a um novo olhar...
São sobretudo os erros que nos ensinam a querer continuar a procurar.
E depois os lapsos são sempre produtivos para o próprio, já que nos fazem discorrer sobre os caminhos que os traçaram.
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Ela irá estender a sua larga saia...
(Keith Gantos)
Devias ir
de lugar em lugar
para recuperar os poemas
que foram escritos para ti,
as quais poderias afixar a tua assinatura.
Não fales destes assuntos
com ninguém.
Resgata, resgata.
Quando o cesto estiver cheio
há-de aparecer alguém
a quem possas oferecer
Ela irá estender a sua larga saia
e sentar-se
numa pedra preta
e o teu cesto há-de ressaltar
como uma mancha à luz do sol
na imensa paisagem do teu regaço.
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Seus caturras duma figa...
(Salvador Dali)
Existe em Camarate,
Terreola suburbana
Uma quinta que encanta
Toda a alma...sendo humana!
Ela é mesmo um paraíso!
Essa quinta que é minha
Chama-lhe a gente do sítio
Da Victória ou Ribeirinha.
Em essa bela vivenda
Em a qual eu fui criado,
Existe tudo o que existe
Desde a capela ao cerrado.
Querem vender essa terra
Porque faz muita despesa.
Mas quando se fala disto
Digo eu assim com aspreza:
« Não vêem que esta quinta
Dá uma fruta tão bela?
Seus caturras duma figa
Sejam gratos pra com ela».
(Mário de Sá- Carneiro- 30 de Julho de 1903)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
domingo, dezembro 06, 2009
COISAS BOAS DO NOSSO MUNDO
http://www.fesnojiv.gob.ve/en/el-sistema-methodology.html
http://www.fesnojiv.gob.ve/es/jose-antonio-abreu.html
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
sábado, dezembro 05, 2009
Ouçamos .......
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Cultura a desenvolver-se dentro de nós como um novo orgão...
Antes de prosseguir nas minha considerações sobre cultura não posso deixar de observar que o mundo enferma de fome e ignora a cultura e que a tentativa de reconduzir à cultura um pensamento ocupado apenas pela fome é um recurso por completo artificial.
O que acima de tudo importa, assim me parece, é não tanto defender uma cultura cuja existência jamais excluiu a fome e libertou o homem da preocupação de uma vida melhor, como extrair daquilo que se denomina cultura umas quantas ideias vectoriais cuja energia motriz equivalesse à da fome.
Antes de mais nada, necessitamos de viver, necessitamos de acreditar que não estamos condenados a que esse indefinido produto do misterioso íntimo de todos nós para sempre nos obceque com uma ansiedade exclusivamente gástrica. O que pretendo frisar é que, se o que mais nos importa é comer, de maior importância será ainda não desperdiçar unicamente nessa única preocupação todo o nosso mero potencial de fome. Se o traço característico da nossa época é a confusão, distingo perfeitamente na raiz desta confusão uma ruptura entre as coisas e as palavras, entre as coisas e as ideias e os signos que as representam.
E a causa de tudo isto não é decerto a carência de sistemas filosóficos, pelo contrário, o facto de serem inúmeros e contraditórios caracteriza a nossa velha cultura francesa e europeia. Todavia em que é que estes sistemas afectaram jamais a vida, a nossa vida? Não pretendo afirmar que os sistemas filosóficos devam ser postos em prática directa e imediatamente, mas das alternativas que passo a expor uma terá de ser verdadeira: Ou estes sistemas estão dentro de nós e impregnam o nosso ser a ponto de servirem de manutenção à própria vida ( e se é este o caso, de que servem os livros?) ou então não penetram em nós e não têm, por consequência, possibilidade de prover à subsistência da vida (que importa nesse caso a sua desaparição?).
Temos de insistir numa ideia de cultura-em-acção, cultura a desenvolver-se dentro de nós como um novo orgão, uma espécie de segundo hálito; e na de civilização como uma cultura aplicada, a controlar até às nossas acções mais subtis, uma presença de espírito. (...)
(Antonin Artaud- O teatro e o seu duplo)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Feliz só será...
(Chagall)
Feliz só será
A alma que amar.
'Star alegre
E triste,
Perder-se a pensar,
Desejar
E recear
Suspensa em penar,
Saltar de prazer,
De aflição morrer —
Feliz só será
A alma que amar.
(Johann Wolfgang von Goethe, in "Canções"
Tradução de Paulo Quintela)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
terça-feira, dezembro 01, 2009
A dificuldade de pensar o tempo ...
É portanto através de uma figura do excesso - o excesso de tempo- que começaremos por definir a situação de sobremodernidade, sugerindo que, devido às suas próprias contradições, ela oferece um magnífico terreno de observação e, no sentido pleno do termo, um objecto à investigação antropológica. Da sobremodernidade, poderíamos dizer que é a face de uma moeda da qual a pós-modernidade nos apresenta apenas o reverso- o positivo de um negativo. Do ponto de vista da sobremodernidade, a dificuldade de pensar o tempo está ligada à superabundância de acontecimentos do mundo contemporâneo, e não à derrocada de uma ideia de progresso de há muito posta em xeque, pelo menos sob as formas caricaturais que tornam a sua denúncia particularmente cómoda; o tema da história iminente, da história que não nos larga os calcanhares (quase imanente a cada uma das nossas existências quotidianas) surge como um preliminar ao tema do sentido ou do não-sentido da história: porque é da nossa exigência de compreender todo o presenteque decorre a nossa dificuldade de dar um sentido a um passado próximo; a busca positiva de sentido ( da qual o ideal democrático é, decerto, um aspecto essencial), que se manifesta entre os indivíduos das sociedades contemporâneas, pode explicar, paradoxalmente, os fenómenos que são por vezes interpretados como os sinais como uma crise de sentido, e entre outras coisas as decepções de todos os desiludidos da terra: desiludidso do socialismo, desiludidos do liberalismo, desiludidos do pos-comunismo, dentro em breve.
Marc Augé - Não-lugares. Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade)
Olhar o mundo à minha volta,
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segunda-feira, novembro 30, 2009
Ouçamos ....J.S.Bach- Concerto Brandeburguês nº 3
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
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