terça-feira, dezembro 31, 2013

Poema para o Novo Ano














DESINFERNO II

Caísse a montanha e de oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
A mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor

O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria

(Luiza Neto Jorge)

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