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quinta-feira, abril 25, 2013

Outros Abris hão-de nascer...



Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir


(Sérgio Godinho)

Quem viveu Abril "sabe" que outros Abris não deixarão de acontecer. A nossa memória colectiva saberá não tolerar o intolerável.

3 comentários:

  1. A tua, a minha, a nossa memória serão um testemunho para o futuro.

    Abraço

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  2. Abril há muito que já foi...!
    Para mim durou até 26, depois... caí na realidade!
    Sou das pessoas que ao longo da vida tiveram de trabalhar muito para poder viver, sofreram crises e mais crises, mas nunca com ódio nem com raiva.
    Nunca senti rancor a quem estava em situações superiores á minha, não por comodismo, mas porque sei que quanto maior é a altura maior é o trambolhão. E foi a vida que me ensinou.
    Mas já não penso em Abril, penso em Dezembro, em que posso ver a neve, que hoje até pode ser artificial.
    AhAhAhAh... como artificiais são a maior parte dos acontecimentos a que as pessoas se agarram e não querem abrir os olhos porque o sonho é mais bonito.
    Obrigada o seu comentário, e volte quando lhe apetecer.
    Cumprimentos

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