Turner na liberdade das suas aguarelas dá-nos a emoção do olhar e do sentir em estado puro.Este espaço propõe-se convocar, pela voz dos que sabem, múltiplos instantes de vida: luz e sombra; esquecimento e memória; vida e morte...
"Seja qual fôr o caminho que eu escolher um poeta já passou por ele antes de mim"
S. Freud
sábado, abril 07, 2007
O "MEU" Brassens!
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
sexta-feira, abril 06, 2007
Je ne regrette rien...
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Fazer poesia é uma forma de jardinagem...

fazer poesia é uma forma
de jardinagem:
manipular as plantas,
as coisas vivas.
umas fenecem,
outras surpreendem-nos
ao acordar,
pela carne
que discretamente
desenvolveram
durante a noite,
pelo tacto de veludo,
pela luz que parece
vir do seu centro.
às vezes, há uma flor que pende
no meu escritório,
e eu diria perdida.
e subitamente, a mesma flor
ressurge
no canteiro da varanda,
no lado oposto da casa.
fazer é polinizar,
provocar efeitos,
mas nunca se sabe
para que tempo,
nem a que distância.
( Victor Oliveira Jorge)
in poesia.net
www.algumapoesia.com.br
Carlos Machado, 2007
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quinta-feira, abril 05, 2007
BREL sempre
Apetece-me rever toda a sua autenticidade.
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
quarta-feira, abril 04, 2007
Desafio da Primavera- O´SANJI respondeu

torço
a mão
traço
a trama
troco
a meada
troço
de mim
travo
o sentido
trago
a sede
tranco
o desejo
tudo
num tropel
que me
trucida
O'Sanji
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
terça-feira, abril 03, 2007
Eu roubo o meu lugar ao ar...

Sobre o mar, por toda a parte ao mesmo tempo, abrem-se flores de que creio ouvir o impulso dos caules a mil metros de profundidade. O oceano cospe a sua seiva em eclosões de espuma. Permaneci nos vestíbulos quentes e lodosos da terra, que me cuspiu da sua profundidade. E eis-me chegada. Vimos à superfície. Há espaço suficiente para que todo o oceano venha rebentar ao sol, para que cada parte de água despose a forma de ar e amadureça no seu contorno. Existe a minha que os olha. Eu sou flor. Todas as partes do meu corpo se abriram sob a força do dia, os meus dedos que se abrem da palma da minha mão, as minhas pernas, do meu ventre, e até à extremidade dos meus cabelos, a minha cabeça. Experimento a lassidão orgulhosa de ter nascido, de ter chegado ao termo deste nascimento. Antes de mim, não existia nada no meu lugar. Agora, existo no lugar do nada. É uma susessão difícil. Daí sem dúvida o sentimento de ser uma ladra do ar. Agora sabemos e sentimos o prazer em ter vindo ao mundo. Eu roubo o meu lugar ao ar,mas estou contente.Aí está. Ali estou. Estendo-me. Está agradável. Sou uma farinha ao sol.
(Marguerite Duras)Vida Tranquila
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
segunda-feira, abril 02, 2007
Há que sentar-se na beira ...e pescar a luz caída...

SE CADA DIA CAI
Se cada dia cai
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa .
Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
(Pablo Neruda)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
Reflexos do Olhar LXXIX
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
domingo, abril 01, 2007
Click Song
Miriam Makeba ao vivo
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
UM DOMINGO COM JOSÉ EDUARDO AGUALUSA e MIRIAM MAKEBA

Os rios atônitos
(Ouvindo "Kongo", por Miriam Makeba)
Há palavras a dormir sobre o seu largo
assombro
Por exemplo, se dizes Quanza ou dizes Congo
é como se houvesse pronunciado os próprios
rios
Ou seja, as águas
pesadas de lama, os peixes todos e os perigos
inumeráveis
O musgo das margens, o escuro
mistério em movimento.
Dizes Quanza ou dizes Congo e um rio corre
Lento
em tua boca.
Dizes Quanza
e o ar se preenche de perfumes perplexos.
E dizes Congo
e onde o dizes há grandes aves
e súbitos sons redondos e convexos.
E dizes Quanza, ou dizes Congo
e sempre que o dizes acorda em torno
um turbilhão de águas:
a vida, em seu inteiro e infinito assombro.
(José Eduardo Agualusa)
Olhar o mundo à minha volta,
gostar dos que me são queridos,
usar, da melhor maneira, aquilo, que julgo saber...
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