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sábado, novembro 27, 2010

Ficando longe e perto, Infindo

                                  (Aguarelas de Turner)
 
         Manhã de névoa

          A névoa foi crescendo instante a instante,
          Já não há mar, nem céu,
          No seu ondeante
          Véu.

         O próprio areal deserto
         Se vai indefenindo,
         Ficando longe e perto,
         Infindo.

        Diluídas nessas mãos estranhas
        Que se diria nem as roçam,
        Para os lados da terra, as curvas das montanhas
        Mal se esboçam.

       Como numa aguarela
        Aérea,
Tudo, em redor, perde os contornos,-vela
       De espírito a matéria.

Não venhas,Sol, denunciador agreste,
Com teu brutal clarão jucundo,
Desmentir este
Delicioso fim do mundo!

(José Régio- Cântico Negro)

quarta-feira, novembro 10, 2010


Saudade-Qué será?...yo no sé...lo he buscado,
en unos diccionarios empolvados e antiguos
y en outros libros que no me han dado el significado
de esta dulce palabra de perfiles ambiguos.

Dicen que azules son las montañas como ella,
que en ella se obscurecen los amores lejanos,
y un noble y buen amigo mío (y de las estrellas)
la nombra en un temblor de trenzas y de manos.

Y hoy en Eça de Queiroz sin mirar la adivino,
su secreto se evade, su dulzura me obsede
com una mariposa de cuerpo extraño y fino
siempre lejos- tan lejos!- de mis tranquilas redes.

Saudade...Oiga vecino, sabe o significado
de esta palabra blanca que como um pez se evade?
No...Y me tiembla en la boca su temblor delicado...
Saudade...

(Pablo Neruda-Crepusculario)