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quinta-feira, agosto 31, 2006

Caminho por sobre as ondas....

(Ladmore)



Nada, nada pode afastar-me do meu amor
Ali na outra margem.
Nem mesmo o velho crocodilo
No banco de areia entre nós
Nos pode separar.
Avanço apesar disso,
Caminho por sobre as ondas,
O seu amor reflui através da água,
Lançando ondas até à terra firme
Por onde eu possa caminhar.
O rio é o nosso Mar Encantado.

Poema do Antigo Egipto (tradução de Helder Moura Pereira)

Enviado por Amélia Paishttp://barcosflores.blogspot.com/

Reflexos do Olhar V

(Aguarelas de Turner) Loch Ness visto do Castelo de Urquhart
ou, quando a janela se alarga....

quarta-feira, agosto 30, 2006

Reflexos do Olhar IV

(Aguarelas de Turner) Castelo de Urquhart - Loch Ness

terça-feira, agosto 29, 2006

Reflexos do Olhar III

( Aguarelas de Turner) Lago Lomond

Mais belos, porém, os pirilampos...

(Uelsmann)

Amor mudo


Ardendo de amor, as cigarras
cantam: mais belos porém são
os pirilampos, cujo mudo amor
lhes queima o corpo!

Canções de camponeses do Japão in " O Bebedor nocturno"( versões de Herberto Helder)

O Regresso...

(Aguarelas de Turner)

sexta-feira, agosto 18, 2006

Sonhando com Serralves

Se a janela se abre à descoberta, a partida deixa, inevitavelmente, a saudade.
Até para a semana !

Reflexos do olhar II


Sé de Faro - volumes e luz.

Ria Formosa no seu melhor

(Aguarelas de Turner)
Um prazer a redescobrir.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Ainda as "Férias do Sr. Hulot"

Dançar é preciso...e por não nas férias?

domingo, agosto 13, 2006

Reflexos de um olhar

( Aguarelas de Turner)

Procuramos os lugares ou os lugares procuram-nos?

sábado, agosto 12, 2006

Escultura da natureza

( Aguarelas de Turner)

Tempo de férias, um tempo para olhar de outra maneira....

sexta-feira, agosto 11, 2006

As Férias do Sr. Hulot, ainda...


As "Férias do Sr. Hulot", uma metáfora de cada uma das nossas férias?

quarta-feira, agosto 09, 2006

As Férias do Sr. Hulot (cont.)


Quem não recorda, nesta imagem, as mil e uma tropelias da infância?

terça-feira, agosto 08, 2006

SEMPRE EM FÉRIAS...(uma pequena surpresa)


As férias servem também para rever filmes inesquecíveis. Vem a propósito : "As férias do Sr. Hulot".
Até à próxima!

sexta-feira, agosto 04, 2006

UM ABRAÇO DE BOAS FÉRIAS e, ... até já...


ATLÂNTICO


Mar,
Metade da minha alma é feita de maresia.


Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, agosto 03, 2006

Não pode Amor por mais que as falas mude...

(Callahan)
Ao Luís Vaz, recordando o convívio
da nossa mocidade

Não pode Amor por mais que as falas mude
exprimir quanto pesa ou quanto mede.
Se acaso a comoção falar concede
é tão mesquinho o tom que o desilude.

Busca no rosto a cor que mais o ajude,
magoado parecer aos olhos pede,
pois quando a fala a tudo o mais excede
não pose ser Amor com tal virtude.

Também eu das palavras me arreceio,
também sofro do mal sem saber onde
busque a expressão maior do meu anseio.

E acaso perde, o Amor que a fala esconde,
em verdade, em beleza em doce enleio?
Olha bem os meus olhos, e responde.

António Gedeão

quarta-feira, agosto 02, 2006

Que somos nós senão o que fazemos?

(Escher)


Que somos nós

Que somos nós senão o que fazemos?
Que somos nós senão o breve traço
da vida que deixamos passoa passo
e é já sombra de sombra onde morremos?

Que somos nós se não permanecemos
no por nós transformado neste espaço?
Que serei eu senão só o que faço
e é tão pouco no tempo em que não temos

para viver senão o tempo de
transformar neste tempo e neste espaço
a vida em que não somos mais que

o sol do que fazemos. Porque o mais
é já sombra de sombra e o breve traço
de quem passamos para nunca mais.

Manuel Alegre

terça-feira, agosto 01, 2006

Chegar à Figueira na minha infância...

( Cassat)

Chegar à Figueira na minha infância passava sempre por gestos e palavras fixos. Já só conheci a minha bisavó com uma existência análoga à da Tia Léonie de Proust: acamada, mas sempre a dominar os três andares da casa com a força inquebrantável da sua personalidade. No dia em que a minha irmã e eu chegámos, a bisavó dizia que estávamos escanzelados e macilentos.No dia seguinte já parecíamos aos seus olhos "mais corados"; e dois dias depois a bisavó afiançava, dogmática, que os bisnetos estavam mais gordos. Duvido que a diferença se notasse em tão pouco tempo, mas lá que era fácil engordar naquela casa, disso não havia dúvida possível.
Era o tempo em que as compras eram feitas na praça. As enguias vinham vivas para casa em baldes e os caranguejos entravam vivos na panela de água a ferver, depois de terem passeado na copa e no páteo, para consternação minha e da minha irmã.(...)
A parte pior do dia era a manhã na praia ventosa. No mar nem se conseguia entrar; eu pensava com inveja nos meus pais, longe da Figueira a gozar férias no Algarve. Trágica era a pribição permanente da parte dos meus avós de se comprar bolacha americana aos vendedores que as apregoavam. Felizmente, sempre havia a perspectiva deliciosa do almoço da Raquel que nos esperava em casa. E as tardes podiam ser passadas a ler no quarto ou, porque os avós achavam que fazia mal passar a tarde inteira a ler, a passear de carro na Serra da Boa Viagem, sítio primordial e mágico. Os meus avós tinham lá um pinhal onde por vezes fazíamos "piqueniques": o desconsolo, por outras palavras, de comer uma refeição opípara da Raquel, já fria, no meio da selva com vespas e formigas.

Frederico Lourenço (Amar não acaba)